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EDITORIAIS

 

FELIZ BRASIL 2005!

 

Nosso otimismo de fim de ano aliado a alegria, abraços e votos mútuos de boas festas, renova nossas esperanças de vida melhor, que na época das festas nos parecem tão...tão ao alcance das mão!

 

Mas... e depois? O que nos trará o ano novo? A pergunta sempre teima em aparecer em nossos pensamentos e geralmente não encontramos uma resposta adequada para nos acalmar o espírito, pois o futuro parece indecifrável...

 

Entretanto, pensando melhor... só parece....porque em  relação a um indivíduo, um ser humano cujo espírito ainda esteja vivo, o futuro ele mesmo constrói. É ele quem determina seu próprio futuro, de acordo com sua maneira de viver no presente. Pode, assim, preparar para si dias repletos de alegria e felicidade ou dias de máximo sofrimento e dor. A decisão pertence a cada um!

 

Por isso, esta é a época propicia para que as pessoas de espírito vivo cobrem de si ânimo para agir. Agir agora, no presente, reunindo todas as suas forças no sentido do bem, sem descanso, se quiserem de fato construir um belo futuro. Cada um tem de colocar suas mãos à obra, fortalecendo sua vontade interior e contribuindo com toda sua energia para a concretização de seus ideais, que serão alcançados apesar dos contratempos e contrariedades. Só a mente amparada pela vontade firme pode moldar um futuro promissor, que é apenas a somatória do ideal e vontade de cada um. E... não há nada que boa vontade e pensamento positivo não possam conseguir.

 

Agora, o melhor disso tudo é que, se cada indivíduo construir um futuro ameno e feliz para si, estará ao mesmo tempo construindo um futuro melhor para a humanidade, pois, a onda de entusiasmo que nasce de um coração invade e lava o ranço e o cansaço instalados no coração vizinho, espalhando-se um uma progressão que pode alcançar o infinito. Basta querer!

 

Nós sabemos que se fosse fácil já estaria feito... mas insistimos que esta é a época certa para renovar energias e fortalecer a vontade, relembrando que não existem incógnitas, as respostas estão na concentração do pensamento e numa diretriz definida, que deve estar apoiada em harmonia, amor, verdade e justiça... coletivas.

 

Desejamos a todos um FELIZ BRASIL 2005!

 

A Diretoria

 

 

 

SOBRAM VAGAS... FALTA QUALIFICAÇÃO

 

No lugar de filas para concorrer a uma vaga, os Postos de Atendimento ao Trabalhador - PATs e balcões de empregos das prefeituras da RMC têm registrado falta de mão-de-obra qualificada. Em Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa, Sumaré, Hortolândia e Paulínia há  centenas de vagas disponíveis. No entanto, os recrutadores não encontram profissionais para preenchê-las.

 

O PAT de Americana, órgão ligado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, entre janeiro e agosto deste ano entrevistou mais de 4,5 mil pessoas e apenas 55% desse total foi aprovado e encaminhado às vagas disponíveis na região.

 

Vivemos um momento "sui generis". São as vagas que esperam por um trabalhador, pois, as empresas exigem experiência comprovada e não têm tempo para treinar alguém em função da competitividade atual. Este é um dos fatores que nos leva à crise da empregabilidade!

 

E que novo palavrão é este? Resumidamente, é a falta de qualificação profissional dentro do mercado de trabalho; o analfabestimo profissional daqueles que buscam uma colocação. ´

 

As profissões e as qualificações que o mercado de trabalho necessita passam por um processo de adaptação contínuo e quem não se ajusta, perde a chance de preencher as vagas que estão disponíveis. Isto, vale para "peões" ou diretores.

A solução para o problema exige uma estratégia integrada, construída mediante articulaçäo e parceria entre governo, empresas, trabalhadores, educadores, de modo a beneficiar toda a sociedade.

 

Tal solução exige também repensar a educação, geral e profissional, no plano conceitual, pedagógico e de gestão, pois, no mundo globalizado a educação, formação profissional, trabalho, cidadania, competência e consciência fazem parte do desenvolvimento integral de um indivíduo, que ao mesmo tempo é trabalhador e cidadão.

 

Neste momento falta ao país a vontade política necessária para reverter esse quadro, pois  o Brasil dispõe de considerável capacidade instalada de educação profissional: os " 4 S " (Senai, Senac, Senar e Senat ), as ONGs, as universidades, empresas,  sindicatos,  escolas técnicas e o próprio setor privado independente, mas falta articulação entre essas instituições e uma política nacional de educação, trabalho e distribuição de renda.

 

Ta na hora do governo fazer sua lição de casa!

 

A Diretoria

 

 

JUSTIÇA PARA O POVÃO!

 

Notícia nos jornais dão conta que os Juizados Especiais Cíveis da Região Metropolitana de Campinas - RMC têm 5,4 mil processos em andamento. Somente em 2004, de janeiro a outubro, foram protocolados 3,7 mil novos processos nos juizados de Americana, Santa Bárbara d’Oeste, Nova Odessa e Hortolândia. A grande procura pelos serviços da Justiça mais rápida eleva as dificuldades e gera lentidão no andamento de ações, pois, não há juízes especificamente designados para atender apenas as pequenas causas. Mesmo com o acúmulo de processos, o Juizado ainda é mais rápido que a Justiça comum.

 

Ora, a discussão da reforma do judiciário é um tema recorrente que deve incluir a garantia de independência do judiciário em suas funções jurisdicionais, a discussão sobre os diferentes sistemas de administração da Justiça, a modernização do Judiciário através da informatização dos tribunais, reforma penal, amplo acesso à justiça para todos os cidadãos, principalmente aos de baixa renda.

 

A simples aprovação de uma reforma na Justiça tem pequeno significado se essa reforma não se fizer com intensa participação da sociedade, descendo das esferas federais para os estados, comarcas e municípios e associações. É apenas sofrível o resultado, até agora, dos trabalhos sobre a Reforma da Justiça e uma das causas deste fracasso reside na desconsideração do fato de que o aprimoramento do serviço jurídico do Estado envolve questões que ultrapassam a esfera do Poder Judiciário, como por exemplo a falta de atuação do poder executivo que critica a magistratura, mas não faz sua parte no que diz respeito a criação de propostas audaciosas, discussões e votação de projetos.

 

Além disso, as discussões têm permanecido nos segmentos do próprio Judiciário, do Ministério Público e da Advocacia, muito envolvidos com o problema. Isso tem possibilitado a ingerência tanto de anseios corporativos, como, o que é pior, de interesses individuais de quem, por motivos fortuitos, tem melhores condições de participar do processo decisório. Outros segmentos da sociedade deveriam ser ouvidos, para que uma imagem real das modificações necessárias pudesse ser formada.

 

Na verdade, o que importa de fato é a abertura das portas da Justiça ao povão, com a garantia da prestação do serviço jurídico e distribuição da justiça às pessoas comuns que estão nos municípios, na cidade ou no campo; cidadãos que têm o direito de agir na defesa de seus direitos, face a eventuais conflitos de interesses, sem serem barrados por qualquer forma de restrição, como por exemplo a exigência de determinado traje para entrar nos juizados, procedimento que constitui um abuso num país de descamisados e descalços. Faz-se urgente também uma mudança na mentalidade governativa para que um princípio básico possa ser compreendido: o bem público não exige um confronto permanente entre cidadão e Estado, pelo contrário, o Estado deve reconhecer espontaneamente os direitos das pessoas, poupando-as de procurar a Justiça. Só assim poderemos ter uma reforma judiciária que possa atender ao cidadão brasileiro, o centro da existência do Poder Judiciário.

 

A Diretoria

 

 

SÓ ATITUDES TRANSFORMAM O SONHO EM REALIDADE... 10/NOV/04

 

A habitação está sempre em pauta. Faz parte da maioria das plataformas políticas de governadores, prefeitos ou candidatos à Presidência da República. A construção civil, a indústria de materiais para construção, as categorias profissionais que a ela estão ligadas e o mercado que gira em torno da construção de moradias são responsáveis por 15% do PIB brasileiro. No ano passado, foram construídas um milhão de novas unidades habitacionais no Brasil, mas apenas 40.000 foram financiadas.

 

Se as regras para o financiamento da habitação fossem cumpridas, a situação seria diferente. Os bancos deveriam empregar 60% dos recursos em caderneta de poupança na habitação, mas isso não acontece. Das 40 mil unidades financiadas ano passado, apenas 20 mil foram negociadas pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), que utiliza recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e da caderneta de poupança. Este é um dos motivos que faz o país enfrentar hoje um déficit estimado em 6,5 milhões de unidades.

 

Ora, sonho da casa própria atinge todos os brasileiros, não importa a camada social em que estejam, embora sejam bem conhecidos os obstáculos, às vezes intransponíveis, entre os sonhadores e a realização do sonho: financiamentos caros, taxas de juro altas, prazo curto para pagar. Tudo isso afasta um grande número de brasileiros da compra da casa própria.

 

Apesar disso, o setor habitacional tem dado mostras de que está se modificando desde outubro de 1997, quando foi aprovada a Lei 9.514, que altera diversos dispositivos do financiamento para a compra de imóveis. Os construtores sabem que o nicho é a baixa renda, mas o mercado financeiro põe uma série de obstáculos para que os empréstimos a essa parcela da população sejam feitos, pois, existe o receio de que os empréstimos não serão honrados. O Brasil precisa, rapidamente, de um programa de habitação sólido e eficaz, que utilize os mecanismos da lei.

 

A criação da Região Metropolitana de Campinas (RMC), da qual fazemos parte, criou uma nova realidade política, econômica e social na região. Fruto da mobilização de anos, a RMC tornou-se uma das esperanças para que sejam resolvidos os múltiplos desafios que vêm atormentando a vida dos mais de 2,4 milhões de moradores da região, entre ele o problema habitacional, que passa a ser discutido e encarado com visão regional. A idéia será tentar resolver o déficit habitacional de mais de 200 mil moradias com ações integradas entre prefeituras e demais órgãos públicos, empresas e organizações sociais de todos os 19 municípios da RMC, não se esquecendo a imprescindível parceria dos governos estadual e federal.

Em Americana, a Câmara Municipal está debatendo a criação do Fundo Municipal de Habitação, que permitirá o recebimento de recursos municipais, estaduais e federais para a construção de moradias. A população é convidada a participar dos debates, abertos aos cidadãos.

 

Atitudes municipais, atitudes metropolitanas, atitudes estaduais e federais reunidas terão a força necessária para resolver esse problema que vem martirizando o brasileiro da classe trabalhadora por anos a fio. Sem esquecer, é claro, que esta sinergia deve ser impulsionada pela cobrança sistemática dos envolvidos e participação ativa da comunidade.

 

A Diretoria

 

 

DIFÍCIL DE CUMPRIR... 25/OUT/04

 

A queima de combustíveis fósseis para obtenção de energia vem ocorrendo há 200 anos, aproximadamente. Com a invenção da máquina a vapor para movimentar trens e as primeiras fábricas, o carvão mineral começou a ser utilizado em grande escala.

 

Mais tarde, há cerca de 100 anos, entraram em cena os derivados de petróleo, como gasolina, óleo diesel e gás. Esses últimos passaram então a ser utilizados nos transportes e nas atividades industriais. A utilização desses combustíveis vem crescendo cada vez mais. Esse consumo continua a aumentar, não só por causa do crescimento da população mundial, mas também devido à crescente mecanização introduzida em vários setores de nossa sociedade.

 

Os dois fatores apontados acima, somados às previsões de esgotamento das reservas de combustíveis fósseis e à deterioração do meio ambiente, fizeram com que se pensasse em outras formas de energia menos prejudiciais ao ambiente e ao mesmo tempo renováveis, isto é, que não se esgotem.

 

As fontes de energia mais utilizadas atualmente, como petróleo, carvão mineral e hidrelétricas, são chamadas de fontes convencionais de energia. Fontes alternativas são outras formas de aproveitamento dos recursos energéticos naturais. Entre as fontes alternativas de energia propostas atualmente há algumas que na realidade são bastante antigas. É o caso do uso dos ventos (energia eólica), de pequenas quedas d’água e o uso direto de energia solar.

 

Antes destas energias se instalarem, porém, haverá uma transição baseada no gás natural, menos poluente entre os combustíveis fósseis. Estudos prevêem que o gás natural deverá superar o petróleo como a maior fonte de energia do mundo durante os próximos 50 anos, ocorrendo assim a transição para as fontes renováveis que só então começarão a predominar.

 

Estima-se que de toda a energia atualmente consumida pela humanidade, cerca de 80% provenham do petróleo, carvão mineral e gás natural. Contudo, o contínuo uso dos combustíveis fósseis representa uma grave ameaça à atmosfera e ao ambiente, pois, sua queima pelos automóveis e indústrias lança no ar grandes quantidades de gases poluentes, que provocam o efeito estufa, afetando de forma catastrófica o clima no planeta.

 

Estes são os fatos que o mundo está vivenciando hoje e para que as futuras gerações possam ter um local adequado para viver foram estabelecidas regras sobre poluição na Convenção do Kyoto, cuja objetivo é o compromisso dos países desenvolvidos de reduzirem as emissões dos seis principais gases-estufa em pelo menos 5% entre 2008 e 2012. Até que este acordo seja ratificado pelos 55 países responsáveis por 55% das emissões de gases-estufa, ele não se tornará efetivo e as ameaças ao meio-ambiente não serão controladas.

 

Situação difícil! Não podemos ficar sem combustíveis e não podemos queimá-los indiscriminadamente. Não podemos nos desenvolver no mesmo ritmo dos já desenvolvidos e estes não querem colocar o pé no freio. Ficam no meio desta rixa as futuras gerações. É bom lembrar que não herdamos este planeta de nossos pais, ao contrário, nós o tomamos por empréstimo de nossos filhos. Portanto, todos os esforços devem ser envidados para que o acordo de Kyoto seja executado. Em nossa região o Conpet (Programa Nacional da Racionalização do Uso dos Derivados do Petróleo e do Gás Natural) quer ampliar a participação das empresas da Região Metropolitana de Campinas na redução do desperdício de combustíveis não-renováveis. O programa é um conceito que atua na conscientização e uso racional de derivados de petróleo, gás natural e energia elétrica. Atuando em 22 estados brasileiros o projeto já ajudou a reduzir, desde 1992, quando foi criado, em 15% ao ano o consumo de 300 milhões de litros de diesel nas estradas brasileiras.

 

Em nosso âmbito de ação, podemos também fazer muitas coisas, começando pelo uso racionalizado da água (um assunto que merece um capítulo à parte), energia elétrica e combustíveis em geral. Somadas todas as pequenas ações, sem dúvida teremos um saldo positivo de "energia" para movimentar a máquina que deve fazer pressão para o cumprimento do acordo de Kyoto.

 

A Diretoria

 

 

Igualdade e respeito para as mulheres... 10/OUT/04

 

O Homem é o único animal que se diferencia dos demais por agredir as suas fêmeas

(Jack London)

 

 

O dia 10 de outubro é o Dia Nacional da Luta da Mulher contra a Violência. E, é assustador o fato de mulheres ainda sofrerem tanta violência, que seja necessário marcar um dia no calendário para lembrar a sociedade desta vergonha!

 

O UNICEF avalia que uma mulher entre 10 no mundo é vítima de um estupro uma vez em sua vida e a Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece a violência doméstica como um problema de saúde pública, pois afeta a integridade física e a saúde mental. Em geral mulheres vítimas de agressão doméstica são assíduas nos serviços de saúde e suas queixas quase nunca são expressas com exatidão. Por receio ou vergonha, buscam sempre minimizar o fato ocorrido.

 

Além disso, a mulher sofre outras formas de violência. Quando pertence às classes menos favorecidas, sofre a violência de classe. Quando não é branca, sofre a violência racial. Pode ser vítima de uma violência dupla, por exemplo, quando é negra e pobre.


No entanto, a mulher, independente da sua classe social, raça e idade, sofre também uma violência específica: a de gênero, derivada da subalternização da população feminina. A organização social de gênero, atribui aos homens prerrogativas que lhes permitem ditar normas de conduta para as mulheres, bem como julgar a aplicação dessas normas. Um absurdo!

 

A violência contra a mulher é um problema complexo, que não se resolverá de forma simplista. Encontrar soluções, representa um enorme desafio para o movimento feminista, para as mulheres em geral e para todos os segmentos da sociedade. Tal como o problema do racismo é um problema de todos e de nenhuma raça em particular, também, o problema da violência contra a mulher é um problema de todos e não apenas das mulheres.

 

O enfrentamento da violência contra a mulher exige o envolvimento da sociedade como um todo (movimentos sociais, comunidades e governos). Da mesma forma, são necessárias políticas públicas tanto de prevenção como de apoio e acolhimento às mulheres, assim como criação e implementação de abrigos de apoio psicológico às mulheres. Além disso, a promoção de projetos de geração de renda também constitui um importante mecanismo de construção da autonomia financeira para as mulheres, já que muitas vezes elas dependem financeiramente de seus agressores.

 

Chegamos a um ponto, no qual não podemos ser tolerantes com a violência, pois, esta é uma prática que faz com que a sociedade retroceda no exercício da democracia. A dignidade e a igualdade da mulher é um ideal democrático que nenhum homem esclarecido poderá negar e do qual nenhuma mulher de coragem haverá de abrir mão.

 

Igualdade e respeito para as mulheres... já!

 

A Diretoria

 

 

DE PINGO EM PINGO...  25/SET/04


Conseguir um emprego não está nada fácil para os trabalhadores em geral, para as mulheres, em particular, os desafios são enormes.

 

As mulheres representam 40% da força de trabalho no país, sua presença é maior no setor de prestação de serviços (8,5 milhões, contra 5,3 milhões de homens), elas estão em maior número nos cursos superiores e somam 12 milhões de chefes de família. Ainda assim são alvo de discriminação, apesar de todos os avanços que conseguiram conquistar. Seus salários equivalem a 60% do que ganham os homens e no que diz respeito à maternidade, as mulheres recém-casadas, entre 25 e 35 anos, forma um grupo de risco, que as empresas consideram melhor  evitar.  Gravidez continua sendo um problemaço!

 

Entretanto, parece que alguma coisa está mudando na mentalidade empresarial, atestam pequenas matérias em diferentes revistas e jornais. É um pingo, num oceano de atitudes que precisam ser modificadas, mas de pingo em pingo...

 

Esta situação começou a mudar a partir de 1995, com a instalação no Brasil   de empresas internacionais, que trouxeram uma visão diferente sobre o assunto. Estas empresas perceberam que a contratação de uma mulher grávida, proporciona um comprometimento maior da empregada com a empresa. Ela é mais dedicada, não vê impedimentos para dar uma força adicional à empresa se for necessário e permanece disponível até a semana do parto. Ambos os lados se beneficiam: a mulher porque não perde a oportunidade de conseguir um bom emprego e a empresa porque não perde a oportunidade de contratar um profissional competente.

 

Enquanto algumas empresas modificam suas atitudes, cabe a nós, sindicalistas, tentar ampliar essa benéfica mudança. Para tanto, precisamos conquistá-las (as mulheres) encorajando sua participação em assembléias e reuniões nos sindicatos; convencê-las a sindicalizar-se, batalhar por seus direitos, incentivar programas de qualificação profissional.

 

Como não existe fórmula mágica para reverter a desigualdade entre homens e mulheres neste país, a solução é arregaçar a mangas e não perder mais tempo. Vamos à luta!

 

A Diretoria

 

 

Analfabetismo FUNCIONAL... 10/set/04

 

Amélia Garcia Marconato, 72 anos, é uma das alunas do EJA (Educação de Jovens e Adultos) da escola estadual Heitor Penteado, em Americana. A classe funciona no período da tarde e é formada, na maioria, por donas de casa e varredoras de rua. Ao lado das colegas de turma, a senhora comemora um dos feitos mais marcantes de sua vida. “É uma benção de Deus essa aula. Não saber ler é pior que ser cego”, definiu a aposentada, que deixa de fazer parte dos 4,7% da população de Americana considerada analfabeta.

 

Esta e muitas outras iniciativas espalhadas pelo Brasil estão ajudando milhões de brasileiros a transformar suas vidas, através do aprendizado da escrita e da leitura, em uma fase que chamaremos de "o básico do básico". Mas só isto não basta para melhorar a qualidade de vida do país. Temos ainda de enfrentar um outro tipo de analfabetismo, que constitui um problema silencioso e perverso que afeta toda a sociedade brasileira. Trata-se de um analfabetismo mais sofisticado que ataca pessoas que, embora tenham freqüentado a escola regularmente, saibam ler, escrever e contar, não conseguem compreender a palavra escrita.

 

Este é um problema que afeta 70% da população economicamente ativa do Brasil, somando no mundo algo entre 800 e 900 milhões de pessoas, afetando mais as pessoas com até 4 anos de escolaridade, mas podendo alcançar pessoas de formação superior e exercendo funções-chave em empresas e instituições tanto privadas quanto públicas. É para deixar qualquer um pasmo!

 

Este tipo de analfabetismo deixa as pessoas sem habilidades de leitura compreensiva, escrita e cálculo para fazer frente às necessidades de profissionalização e da vida sócio-cultural, provocando queda na produtividade por falta de aprendizado básico, o que resulta em perdas e danos da ordem de US$ 6 bilhões por ano no mundo inteiro.

 

A solução começa em não ignorar o problema, que é tão grave quanto não saber ler ou assinar o próprio nome e só pode ser contido com o investimento em educação e treinamento para a qualidade. E qualidade é investimento. Não tem custo. O custo da qualidade é a despesa do trabalho errado, mal feito, incompleto, sem profissionalismo, que pode mutilar, matar ou derrubar em um instante a boa imagem de uma empresa ou instituição, em qualquer parte do mundo... ou poderia levar a Amélia a tomar um ônibus errado, perdendo seu tempo, seu passe e indo parar sabe Deus onde, se ela ainda não soubesse ler e compreender para onde está indo!

 

A Diretoria

 

 

MOSTRANDO A CARA... 25/AGO/04

 

Graças ao Ministério Público, o Brasil do PT vai aos poucos mostrando a sua cara. E como era de se esperar, a sociedade não tem gostado nada do que viu e ouviu durante os últimos tempos.  

 

Nunca na história deste país, tão cheio de estórias, colecionamos tantos episódios desprimorosos e revoltantes como os que estão sendo denunciados e noticiados pela imprensa, ultimamente.

 

Escândalos levantados pela mídia como o caso do ex-senador Luís Estevão, do ex-secretário de FHC, Eduardo Jorge; do dinheiro desviado na construção do fórum trabalhista, em São Paulo, o festival de denúncias contra o prefeito Celso Pitta, que acabou em pizza, são apenas de alguns dos casos que envolveram os governos antes do PT tomar posse do país.

 

Uma vez empossado o PT não houve muito tempo para uma folga, as denúncias continuaram, pipocando, envolvendo políticos, presidente e diretores do Banco Central, diretores do Banco do Brasil e um auxiliar muito próximo do arrogante ministro José Dirceu, o tal de Waldomiro, além do tesoureiro do próprio PT. Quer mais?

 

A safra de denúncias que envolvem o partido da hora é grave e documentada, mas os acusados negam os fatos e procuram demonstrar que tudo não passa de denuncismo da imprensa, um dos malefícios da democracia!

 

Assim sendo, nada mais natural que o governo de Lula esteja planejando ações que possam conter todos os incômodos provocados pela democracia, agilizando a criação de um órgão destinado a controlar a mídia (não apenas a eletrônica, mas também a escrita); arquitetando reformular o Judiciário (com a criação do controle externo formado por estranhos à magistratura); propondo a redução da competência do Ministério Público (que ficaria proibido de realizar inquéritos e investigações), além de controlar também o repasse de informações por servidores públicos (determinando que apenas ministros, assessores especiais e dirigentes de autarquias poderão dar entrevistas à imprensa sobre investigações e irregularidades administrativas). Mordaça geral, pelo que se percebe, restabelecendo-se os mecanismos de censura.

 

Entretanto, enquanto o governo mostra sua mentalidade retrógrada e autoritária, a sociedade civil vai aprendendo a se organizar e a exigir seus direitos, sem se deixar atordoar pela falsa sensação de que não dá para mudar o "status quo".

 

Existem soluções para todos esses problemas? Sim. E elas começam pela retomada do crescimento, redução do desemprego, distribuição socialmente mais justa da renda, continuidade das reformas (principalmente tributária, política e do judiciário), o fim de todos os privilégios e a volta do foco governamental para suas atividades tradicionais (educação, saúde, segurança, habitação, saneamento básico etc).

 

A sociedade civil já se deu conta de que vivemos num país de Gersons e quer acabar com isso rapidamente. Cabe, portanto, ao governo a missão de interpretar corretamente os anseios da sociedade e apressar o desmonte do modelo injusto e falido que vivemos. Ainda há tempo para o PT corrigir o seu rumo, sem se deixar seduzir pelos desmandos do poder.

 

A Diretoria

 

 

SANTO, REMÉDIO OU MANDINGA... 10/AGO/04

  

Lamentavelmente nossa sociedade não participa como deveria dos partidos políticos, origem daqueles que conquistam o poder de dirigir a máquina pública. As legendas tornam-se clubes que abrigam todos os tipos de aspirantes à carreira política e enriquecimento rápido.

 

As eleições, muitas vezes, em pequenas cidades, não se trata de uma escolha popular, mas sim de uma simples definição entre os candidatos, pois, o processo que se inicia nas convenções partidárias (nos chamados partidos de caciques) estabelece quem do grupo vai ser candidato a aí, chega-se na eleição apenas para ratificar entre dois ou três políticos comprometidos com a máfia que comunga da velha teoria: ele rouba, mas faz!

 

Isto fica muito claro com o correr do tempo, quando os escândalos começam a pipocar. Nenhum partido é poupado. Todos têm sua cota de maus políticos. Mas é evidente que o partido da hora, no poder, é sempre o que produz mais impacto no noticiário.

 

Ora, a corrupção só terá fim no dia em que todos nós participarmos efetivamente da vida política de nossa cidade, do estado e do país. Isso só acontecerá com nossa participação dentro dos partidos políticos, onde são indicados os candidatos a vereador, deputado, prefeito, governador e presidente da república. Além disso, devemos escolher um candidato conhecendo suas propostas, seu passado, seu compromisso com a sociedade. E nada melhor do fazer isso, direto no nascedouro, isto é dentro do partido.

 

Não dá mais para votar apenas para ganhar uma bola, camisa, churrascada ou porque é amigo do nosso amigo ou porque o marido, namorado, esposa indicou... ou ainda porque é amigo da família, esteve no enterro do vovô, deu uma capa de chuva no dia da enchente na periferia.

 

Aliá, você se lembra quantas vezes o candidato que você elegeu reclamou da falta de obras de infra-estrutura para resolver efetivamente o caso da enchente em seu bairro ou quando ele falou sobre educação, saúde ou habitação..... ou melhor, você se lembra direitinho o nome de cada um no qual votou da última vez?

 

Pois é, o Brasil não está bem e nós também temos nossa cota de participação nisto, pois tratamos o assunto política como alguma coisa chata e contagiosa, que parece só nos fazer mal.... e faz mal mesmo, pois o nosso descaso na hora de votar e na hora de cobrar resultados dos eleitos contribui enormemente para esse caos político social que vivemos hoje.

 

Precisamos abrir os olhos e mudar, caso contrário não vai haver santo, remédio ou mandinga que consiga acabar com a corrupção em nosso país.

 

A Diretoria

 
 

Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio de Americana e Região

Trabalhador Conscientizado, Sindicato Transformado!