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OLHO NO OLHO!

 

 

UMA FACA DE DOIS GUMES

 

A volta às aulas no país coloca em risco não apenas crianças, adolescentes, professores e funcionários de escolas. O retorno também pode representar ameaça de contágio pela covid-19 para outros 9,3 milhões de adultos e idosos, que estarão em contato com esses estudantes na mesma casa. O alerta é da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que divulgou estudo apontando os perigos que o retorno à sala de aula representa.

 

Se ficar o bicho come, se correr o bicho pega! É um velho ditado popular que cabe nesta situação. Muitos a favor, muitos contra, muitas dúvidas e uma faca de dois gumes na mão. Afinal, expor quase 10 milhões de pessoas em grupos de risco, não é um número fácil de ser digerido. O descompasso entre rede pública e privada certamente acentuará desigualdades. Sindicatos de professores debatem questão procurando consenso. Alguns estados que planejam a volta às aulas estão numa curva ascendente de mortes.

 

Dizem que o retorno será gradual e obedecendo uma série de critérios, como turmas menores, mantendo o distanciamento, obrigatoriedade de uso de máscaras e vai por aí. Fica a questão: quem consegue obrigar os jovens e adolescentes a seguir regras direitinho?

 

Bem, o fato é que a escola não será a mesma depois da pandemia. O cenário vivido nos últimos meses tem exigido a reinvenção de possibilidades e a consolidação da tecnologia aliada à criatividade para educar os estudantes. Todos tem de estar abertos e aprender com as mudanças.

 

Mas não basta. Vamos ter de aprender ainda mais melhorar a relação entre escola e família, aceitar e respeitar o professor virtual, aceitar o reforço escolar necessário para equalizar a aprendizagem e garantir oportunidades iguais, tudo convivendo com uma pandemia real, que não está nem de longe dominada ou dando mostras de ser contida e com enormes possibilidades de ter o vírus introduzido no refúgio do lar.

 

Não é uma situação de fácil solução, nem confortável seja qual for a medida tomada: voltar ou não voltar e fica ainda pior quando constatamos a inércia e falta total de ação do governo federal, o motor que devia estar funcionando a todo vapor para combater esse mal. É mesmo como diz o ditado: se ficar o bicho come, se correr o bicho pega!

 

A Diretoria


INSANIDADE, NOVO NOME PARA A NORMALIDADE!

 

O texto do colunista Josias de Souza pinta um retrato fiel do momento que infelizmente vivenciamos no país, deixando os brasileiros responsáveis cheios de desesperança e temor pelo futuro. Leia a reflita.

 

“Com a curva de incidência da Covid-19 ainda em alta na maior parte do território nacional e às voltas com mais de 65 mil mortos, o Brasil claramente perdeu a guerra para o vírus. Mas há algo ainda pior do que a derrota: rendido a uma realidade que ainda vai piorar muito, o país decidiu apertar o botão de dane-se. No Brasil de hoje, qualquer pensamento otimista corre o risco de ficar velho em dois minutos. Ou em duas rodadas de cerveja nos bares reabertos das grandes capitais.

 

Além do vírus, só a irresponsabilidade avança no país. Operam no modo "dane-se" desde os gestores estaduais que roubam verbas dos respiradores que escasseiam nas UTIs até os brasileiros que, embriagados de insensatez, se acham no direito de esfregar títulos universitários na cara de fiscais sanitários para dizer eu "sou melhor do que você", como fez uma mulher, no último final de semana, no Rio de Janeiro.

 

Num ambiente assim, observar a Presidência da República tornou-se uma inutilidade. Quem insiste em desperdiçar tempo com Jair Bolsonaro descobre que o exercício serve apenas para descobrir qual foi a penúltima besteira pronunciada ou enviada pelo presidente para publicação no Diário Oficial. Tudo o que se relaciona a Bolsonaro e pandemia é inútil, inclusive dizer isso.

 

O Planalto publicou uma retificação na sanção da lei que obrigou o uso de máscaras em ambientes públicos. Com isso, revelou ao país que não há erro que não possa ser piorado. Bolsonaro vetou a obrigatoriedade do uso de máscaras em presídios. Estendeu para cadeias superlotadas o "liberou geral" que já havia instituído para o comércio, igrejas, salões de beleza, barbearias... O presidente reage às más notícias imitando o avestruz. Enfia a cabeça nas profundezas de suas ideias fixas. A novidade é que esse comportamento de Bolsonaro vai deixando de ser algo isolado. A insanidade virou um outro nome para normalidade. O Brasil entrou na fase do "dane-se". “

 

A diretoria

 
 

Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio de Americana e Região

Trabalhador Conscientizado, Sindicato Transformado!