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OLHO NO OLHO!

 

 

 

 

 

MULHERES; O SÉCULO XIX É LOGO ALI!

 

Mulheres, estamos no Século XXI. Nem parece. Parece que estamos no final do Século XIX. Naquela época as mulheres começaram, principalmente na Europa e Estados Unidos, a lutar por melhores condições de vida e trabalho. As jornadas diárias ultrapassavam as 15 horas. Os salários eram baixos, incapazes de satisfazer as necessidades básicas. A discriminação de gênero era aviltante. Estas questões levaram as mulheres a se levantar contra o que acontecia. Foi preciso sangue ser derramado e mortes ocorrerem para, lentamente, o respeito e a igualdade se tornarem, razoavelmente, visíveis.

 

O Dia Internacional da Mulher vem sendo a celebração das conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres aos longo dos anos, sendo adotado pela ONU e, por consequência, por diversos países. Mas, aqui no Brasil, o tempo está retroagindo. A constatação é derrotista? É exagerada? É insuflada politicamente? Não! A situação está na nossa cara. Sem maquiagem exagerada e sem cor partidária.

 

Uma reforma trabalhista coloca grávidas em trabalhos em condições de risco ou insalubres, além de permitir formas de achatamento salarial (e olha que o tamanho do salário já era diminuto), jornadas excessivas e complacência com os abusos morais e sexuais. O feminicídio estampa os noticiários envolvendo todas as classes sociais, indistintamente.  Nossas falas e manifestações são rebatidas por um governo que não dialoga, impõe e submete. Ou seja, o Século 19 é logo ali.

 

E tenho certeza que nada mudará se não fizermos como se fez no passado. Acomodadas, de braços cruzados, permitindo o esfacelamento de órgãos e entidades que nos protegem estaremos dizendo amém e traindo a luta que tantas mulheres empreenderam para garantir a nossa dignidade.

 

 

Helena Ribeiro da Silva

Presidenta do SEAAC de Americana e Região

 


 

PENSANDO COLETIVAMENTE

 

Ser sindicalizado é assegurar os seus direitos como trabalhador e, antes de tudo, como ser humano. Ter seus direitos respeitados é o que todo empregado quer para viver com dignidade. É por isso que o sindicato deve ser forte, estando sempre à frente da luta em prol dos trabalhadores, exigindo que os empresários respeitem os direitos e cumpram o que está escrito na legislação e no acordo coletivo de trabalho.

 

Entretanto, só a participação dos trabalhadores no dia a dia sindical faz o Sindicato firme e forte na defesa e na reivindicação de melhorias para a categoria. Fica claro que o trabalhador deve, cada vez mais, se fazer presente e engajado no Sindicato, participando, dando sugestões, discutindo e cobrando dos representantes sindicais, ações mais eficazes que tragam melhorias para toda a categoria e dando ao Sindicato a oportunidade de escutá-lo para entender suas preocupações e expectativas e lhe mostrar como é que a entidade pode satisfazer às suas necessidades.

 

Isto é pensar coletivamente, acreditando que a valorização e o respeito ao trabalhador dependem muito da união da categoria e do fortalecimento do Sindicato. Sindicalizar-se é mais do que participar da entidade representativa de classe. É exercer plenamente cidadania, participando de ações que valorizam a profissão e o trabalho. É lutar para manter direitos já conquistados e para ampliá-los na coletividade.

 

Além de fortalecer a luta, sindicalizar-se significa também ter acesso a serviços prestados gratuitamente e uma série de parcerias com descontos nas áreas de educação, saúde, lazer, formação profissional.

 

Convide seus colegas de trabalho, indique amigos que possam e queiram se associar ao Sindicato. Participe da nossa luta pela valorização e garantia dos nossos direitos, por melhores condições de trabalho e melhores salários.

 

A Diretoria

 


 

SINAL DE PERIGO PARA O TRABALHADOR!

 

Com a eleição de um novo presidente e um novo Congresso, percebemos que ideologicamente, os dois poderes estão afinados, pertencem à direita do espectro político.

 

Tanto o executivo quanto o legislativo foram eleitos em um pleito que teve como tônica a rejeição do poder esquerdistas estabelecido e suas práticas questionáveis; que negou seu voto para os políticos “tradicionais”, resultando disso uma mistura de renovação e continuidade. O Congresso renovou-se em 52% e o Senado em 85%.

 

Agora, a nova composição política é a mais conservadora dos últimos 30 anos, com características econômicas liberais, resistente à proteção do meio ambiente, atrasada em relação aos direitos humanos, contra os direitos dos trabalhadores, fiscalizadora do ponto de vista da gestão (talvez a única característica realmente interessante para a sociedade em geral).

 

Para o executivo, o novo Congresso será um aliado na aprovação de todas as reformas pretendidas, dependendo apenas de uma boa articulação e coordenação política, acompanhada de uma oferta de propostas sem radicalismo em seu conteúdo. Traduzindo em miúdos, o momento político é extremamente propício ao mercado/capital e contra o trabalho. Momento do sinal de perigo piscando para o movimento sindical brasileiro.

 

A Diretoria


 

TRABALHADOR E SINDICATO UNIDOS ATRAVÉS DA SINDICALIZAÇÃO!

 

O Seaac representa os empregados de agentes autônomos do comércio perante a sociedade, as autoridades governamentais, o Poder Judiciário, o Poder Legislativo, os empresários do setor, os órgãos de saúde, as instituições de ensino, entre outros. O Sindicato é essencial para garantir os direitos do trabalhador, alertar sobre seus deveres, buscar novas conquistas e unir a todos para o resgate da dignidade profissional.

 

Para tanto, ao longo dos anos temos nos empenhado em acompanhar as mudanças que ocorrem diariamente na sociedade, estendendo nossa atuação para diversas áreas de interesse do trabalhador. Procuramos qualificar nosso trabalho para cumprir nosso dever de buscar e fazer cumprir os direitos dos nossos representados.

 

Para que possamos continuar nos desenvolvendo sabemos que precisamos do apoio dos trabalhadores, através da sindicalização, pois, sindicato forte é sindicato atuante, participativo, representativo... é o sindicato que tem associados para fortalecer suas lutas por justas reivindicações.  Sem o associado o sindicato não tem como sobreviver e não impõe respeito à classe patronal, por falta de união e representatividade.

 

Para conseguir esse apoio procuramos constantemente levar o sindicato ao conhecimento do trabalhador, envolvendo os representantes sindicais na conquista constante de associados, com o objetivo de nos fazermos presentes nas novas empresas e de nos fortalecermos naquelas onde já exercemos a atividade sindical. Significa que todos os níveis da entidade, dos dirigentes aos sócios, têm como objetivo fortalecer o sindicato, através da união. Por isso nosso convite para você associar-se é permanente... e se você já é associado, converse com seus colegas, conte a eles dos benefícios que você dispõe, como as negociações coletivas, por exemplo, que nos últimos anos, apesar de todas as dificuldades, têm conquistado índices de aumentos salariais maiores do que a inflação e melhores benefícios sociais.

 

Para pertencer ao Sindicato é necessário apenas preencher uma ficha de sindicalização, que após examinada será homologada pela diretoria dando ao trabalhador o direito de pertencer ao quadro social da entidade. O SINDICATO é o maior instrumento de defesa dos direitos e interesses da coletividade e da classe trabalhadora. Esperamos por você, Trabalhador! Venha unir-se à nós.

 

A Diretoria

 


PRECISAMOS ATENDER AO CHAMADO DE LUTA DOS TRABALHADORES!

 

Entramos em 2019 com um novo governo que promete aprofundar a retirada de direitos dos trabalhadores orquestrada pela esfera federal, para compensar as perdas com a crise econômica, com o argumento de que é preciso salvar a economia brasileira.

 

Após um ano de Reforma Trabalhista, vamos lembrar algumas alterações que foram geradas pela reforma e enfraquecem o trabalhador: redução do acesso à Justiça pelos trabalhadores, que precisam arcar com os gastos das ações em caso de derrota; CTs (comissões de trabalhadores) e OLTs (organizações por local de trabalho) podem negociar diretamente com as empresas, sem intermediação do sindicato; acabou o princípio de que, nas negociações salariais, vale a regra mais benéfica; a rescisão pode não ocorrer nos sindicatos e, sim, diretamente nas empresas, permitindo os “acordos” em que os trabalhadores recebem apenas 20% da multa do FGTS (ao invés dos 40% previstos em lei), entre outros; banco de Horas sob controle das empresas.

 

E, as estatísticas do IBGE apontam que o trabalho intermitente está se tornando maioria, o aumento da desigualdade social cresceu, a renda dos assalariados baixou, os salários mais baixo perderam 1,6% nos ganhos, os mais ricos aumentaram em 10% seus proventos, a diferença entre salários de homens e mulheres cresceu.

 

E agora vem aí outro ataque ao trabalhador com a Reforma Previdenciária cujo objetivo é acabar com a previdência que hoje existe e criar um sistema de capitalização, que beneficiará bancos e empresas que querem abocanhar sua fatia neste bolo suculento.

Só a resistência organizada do movimento de trabalhadores poderá deter o avanço dos empresários e do poder público, contra o segmento dos trabalhadores, que empobrece e perde qualidade de vida para enriquecer o capital.

 

Precisamos urgente lembrar que o movimento já impediu a aprovação da reforma nos anos de 2017 e 2018 através das greves gerais e protestos realizados em todo país. Por isso, trabalhador, é bom ficar atento e atender quando chamado à luta!

 

A Diretoria

 
 

Sindicato dos Empregados de Agentes Autônomos do Comércio de Americana e Região

Trabalhador Conscientizado, Sindicato Transformado!